domingo, 23 de novembro de 2014

Alguém chega e solta a pergunta: há métodos seguros para se aprender ortografia? De regra, digo: não, pois o usuário de qualquer idioma, em sua modalidade escrita, não “aprende” ortografia, antes se familiariza com o sistema ortográfico em vigor. Sim, ortografia não é matéria atinente, por exemplo, à “aprendizagem” da língua portuguesa. Ela nada mais é que o desenho das palavras, isso mesmo, de conformidade com o que determina  dada  convenção levada a efeito por comunidades lingüística. Caso dos países lusófonos.
Por evidente, não se pode negar a existência de método eficiente no “aprendizado” da grafia correta das palavras em consonância com o sistema ortográfico vigente. Mas ele é tão simples, tão despercebido, tão próximo de todos nós, que, por isso mesmo, muita gente não quer enxergá-lo. Como assim? É o mesmo que fotografar e revelar. Quer dizer que devemos fotografas as palavras? Não e não e não. Estamos recorrendo a uma metáfora também muito simples. Racionando: o ato de ler textos vazados em caracteres gráficos nada mais é que o exercício de fotografar palavras. Se o indivíduo “fotografa” palavras em maior quantidade de vezes que aquele que não tem esse hábito, no ato de revelá-las, a probabilidade de o primeiro revelar com maior presteza a palavra fotografada é nimiamente superior em relação ao segundo. Conclusão...

Leitura, leitura, leitura, leitura, leitura, leitura. Eis o grande método para alcançar o fim que aqui se discute. Simples, não?

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