ETIMOLOGIA E REFLEXÃO
Hugo Martins
Hugo Martins
Na Grécia antiga, o escravo que conduzia o filho do aristocrata à escola era chamado de pedagogo. Esta palavra é formada por dois radicais: παις, παιδός (menino, menina, criança) e Αγωγεύς (o que conduz). Este último radical é encontrável em palavras como, por exemplo, demagogo e pedagogia... Assim, quando os gregos se referem à educação ou instrução, usam a palavra Παιδεία, em português Paideia, título de uma obra de autoria de Werner Jaeger, cujo subtítulo sugestivo é A Formação do Povo Grego.
Na língua latina, a palavra que sugere a ideia de conduzir é o verbo DUCO, DUCIS, DUCERE, DUXI, DUCTUM (em português, conduzo, conduzes, conduzir, conduzi, para conduzir). Este verbo latino, serve de base para inumeráveis palavras do léxico português: produzir, reduzir, deduzir, induzir, produtor, condutor redutor, indutor, conduto. Veja-se, por exemplo, que se aplicava ao ditador Benito Mussolini o epíteto de DUCE, o que conduz, o comandante. Se se antepuser o prefixo E (variação de EX) àquelas formas verbais primitivas, chegar-se-á facilmente à conclusão de que EDUCAR é, literalmente, conduzir para fora.
Assim, tanto para helenos quanto para latinos, guardadas as especificidades de cada uma daquelas línguas clássicas, a ideia de educação remete à acepção geral de conduzir. Legal, né mermo? Pois bem.
Desse modo, a educação tem por escopo formar o homem, plasmar-lhe a personalidade, criar-lhe condições concretas para que se ajuste às excelências de condutas que o grupo social almeja. Não é à toa que a formação do homem ocidental, em toda sua trajetória histórica, toma por modelo basal o que se herdou da cultura greco-latina. Não se deve desprezar, porém, as diferenças comportamentais e posturas no mundo dos diversos povos do Ocidente, afinal, cada um se foi formando ao sabor dos mais diversos fatores como deixa entrever Viana Moog na obra Bandeirantes e Pioneiros, em que o escritor gaúcho estabelece paralelo entre a formação histórica de dois povos, o brasileiro e o norte-americano. Todo povo é detentor de uma identidade histórica, que se manifesta nos mais comezinhos comportamentos do cotidiano. Depende do banho civilizatório... Se furtar muito ou pouco do erário pode significar, para alguns povos, um atentado, uma mácula indelével na alma, aqui, no Brasil, tornou-se banalizado lugar-comum; se os tribunais em alguns outros lugares, excetuando-se a nação tupiniquim, procuram aplicar o Direito, visando ao bem comum, fim maior dessa bela ciência, aqui, no Brasil, juristas, juízes e demais operadores do Direito, movidos pelo autoritarismo grosseiro e a vaidade babosa, sapateiam no lombo das leis e promovem uma festa parafernálica em que enodoam os mais sãos princípios da ética e da seriedade. Tudo é desvirtuado ou, como dizem os doutos, ocorre a inversão dos valores. Tudo se entorta: só se prendem os bandidos pequenos, e os grandes, quando recebem ordem de prisão, não se sabe que mágica se faz com a aplicação das leis, pois estes senhores permanecem livres, leves e soltos ou cumprem a pena numa “cela” especial, no reduto de suas casas, cercados de todas as mordomias. Se as leis, em alguns lugares que não os da nação tupiniquim, são observadas pela maioria dos cidadãos, aqui, no Brasil, são moldadas para atender o interesse de poucos. Emendam-se leis, eliminam-se leis, não se cumprem as leis, revogam-se leis, atropelam-se as leis. Comete-se o assassínio doloso até mesmo da Lei Maior, documento que serve de base à confecção de todo e qualquer ato normativo em qualquer esfera da vida social. Chamam-na de Constituição... Alguém pergunta de quê? Constituição de quê? Diz alguém que um filósofo da antiga escola Cínica diria: da impunidade, do arbítrio, da falta de vergonha, dos piores exemplos para a formação do cidadão.
Sem mais delongas, o assunto EDUCAÇÃO, por sua etimologia, pode muito bem ser compreendido sem a necessidade desse texto que se nos antolha. Suficiente olhar a História do povo brasileiro, sobremaneira a que transcorre, hoje, a céu aberto, diante de nosso olhar atônito e de nossa dignidade malferida, para perceber que a FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO, assenta-se no pódio triste em que o vencedor ostenta, descaradamente, o troféu que espelha a nossa triste condição de povo fadado e vocacionado à CORRUPÇÃO. Bons e preparados professores não faltam. Tampouco alunos cuja relapsia não permite, até mesmo, o exercício da maior das lições democráticas: votar...
Nada de legal, né mermo?
Na língua latina, a palavra que sugere a ideia de conduzir é o verbo DUCO, DUCIS, DUCERE, DUXI, DUCTUM (em português, conduzo, conduzes, conduzir, conduzi, para conduzir). Este verbo latino, serve de base para inumeráveis palavras do léxico português: produzir, reduzir, deduzir, induzir, produtor, condutor redutor, indutor, conduto. Veja-se, por exemplo, que se aplicava ao ditador Benito Mussolini o epíteto de DUCE, o que conduz, o comandante. Se se antepuser o prefixo E (variação de EX) àquelas formas verbais primitivas, chegar-se-á facilmente à conclusão de que EDUCAR é, literalmente, conduzir para fora.
Assim, tanto para helenos quanto para latinos, guardadas as especificidades de cada uma daquelas línguas clássicas, a ideia de educação remete à acepção geral de conduzir. Legal, né mermo? Pois bem.
Desse modo, a educação tem por escopo formar o homem, plasmar-lhe a personalidade, criar-lhe condições concretas para que se ajuste às excelências de condutas que o grupo social almeja. Não é à toa que a formação do homem ocidental, em toda sua trajetória histórica, toma por modelo basal o que se herdou da cultura greco-latina. Não se deve desprezar, porém, as diferenças comportamentais e posturas no mundo dos diversos povos do Ocidente, afinal, cada um se foi formando ao sabor dos mais diversos fatores como deixa entrever Viana Moog na obra Bandeirantes e Pioneiros, em que o escritor gaúcho estabelece paralelo entre a formação histórica de dois povos, o brasileiro e o norte-americano. Todo povo é detentor de uma identidade histórica, que se manifesta nos mais comezinhos comportamentos do cotidiano. Depende do banho civilizatório... Se furtar muito ou pouco do erário pode significar, para alguns povos, um atentado, uma mácula indelével na alma, aqui, no Brasil, tornou-se banalizado lugar-comum; se os tribunais em alguns outros lugares, excetuando-se a nação tupiniquim, procuram aplicar o Direito, visando ao bem comum, fim maior dessa bela ciência, aqui, no Brasil, juristas, juízes e demais operadores do Direito, movidos pelo autoritarismo grosseiro e a vaidade babosa, sapateiam no lombo das leis e promovem uma festa parafernálica em que enodoam os mais sãos princípios da ética e da seriedade. Tudo é desvirtuado ou, como dizem os doutos, ocorre a inversão dos valores. Tudo se entorta: só se prendem os bandidos pequenos, e os grandes, quando recebem ordem de prisão, não se sabe que mágica se faz com a aplicação das leis, pois estes senhores permanecem livres, leves e soltos ou cumprem a pena numa “cela” especial, no reduto de suas casas, cercados de todas as mordomias. Se as leis, em alguns lugares que não os da nação tupiniquim, são observadas pela maioria dos cidadãos, aqui, no Brasil, são moldadas para atender o interesse de poucos. Emendam-se leis, eliminam-se leis, não se cumprem as leis, revogam-se leis, atropelam-se as leis. Comete-se o assassínio doloso até mesmo da Lei Maior, documento que serve de base à confecção de todo e qualquer ato normativo em qualquer esfera da vida social. Chamam-na de Constituição... Alguém pergunta de quê? Constituição de quê? Diz alguém que um filósofo da antiga escola Cínica diria: da impunidade, do arbítrio, da falta de vergonha, dos piores exemplos para a formação do cidadão.
Sem mais delongas, o assunto EDUCAÇÃO, por sua etimologia, pode muito bem ser compreendido sem a necessidade desse texto que se nos antolha. Suficiente olhar a História do povo brasileiro, sobremaneira a que transcorre, hoje, a céu aberto, diante de nosso olhar atônito e de nossa dignidade malferida, para perceber que a FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO, assenta-se no pódio triste em que o vencedor ostenta, descaradamente, o troféu que espelha a nossa triste condição de povo fadado e vocacionado à CORRUPÇÃO. Bons e preparados professores não faltam. Tampouco alunos cuja relapsia não permite, até mesmo, o exercício da maior das lições democráticas: votar...
Nada de legal, né mermo?