OUTRA HISTÓRIA
Hugo Martins
Hugo Martins
Vez por outra, assisto a vídeos, postados na internet, em que o escritor e homem de letras, o paraibano Ariano Suassuna, proferindo conferência, faz algumas investidas contra a língua inglesa, ressaltando as limitações e "pobrezas" do idioma anglo-saxão. Todas as vezes, tenho notado que o público presente adora tudo isso, aprovando, com ruidosas gargalhadas, o que diz o autor d'O Auto da Compadecida.
Do pouco que conheço da língua inglesa, tirei algumas conclusões, e uma delas, irrefutável, aponta para a beleza singela desse idioma falado em todos os quadrantes do mundo. O vocabulário parece ser pobre. Mera ilusão. O que, na realidade, ocorre é que uma só palavra da língua de Shakespeare, tal um diamante, irradia incontáveis nuanças semânticas, o que não significa um óbice à apreensão acertada do sentido da palavra. Ao contrário, constitui-se em fator simplificador da ideia que àquela subjaz.
Embora amante empedernido e apaixonado pelas línguas neolatinas e o próprio latim, seria eu injusto se rotulasse a língua inglesa de idioma pobre. Em primeiro lugar, porque tem ela longa tradição, urdida por sua paulatina evolução histórica, sedimentada em rica literatura em não importa o lugar em que esta se manifeste; em segunda lugar, o inglês parece ter sido eleita a língua universal para servir de elo entre os povos e a disseminação do conhecimento e da cultura; e, por fim, ressalto a simplicidade que lhe é inerente seja na sintaxe ou na morfologia. Para quem a utiliza como ferramenta para leituras, apenas, como é o caso deste escriba, a fonética, sobretudo no que diz respeito às variações de pronúncia, não me causa mossa. A pronúncia é, sem dúvidas, o que há de mais tormentoso no estudo do inglês, sobretudo quando se trata das nuanças inerentes às pronúncias inglesa e norte-americana. O resto, dentro das minhas limitações, é tudo muito simples. A conjugação de verbos é puro pão e mel, não há nada igual em nenhuma das língua novilatinas. Com uma base gramatical simples, um bom dicionário na mão e disposição intelectual para o enfrentamento de textos, nenhum leitor vai encontrar, senão, indescritível prazer.
Não se há de crer que um intelectual do porte de Ariano Suassuna, o escritor, o professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco, o leitor voraz e membro da Academia Brasileira de Letras, esteja sendo sincero quando ensaia críticas aparentemente ferinas contra um idioma que ele, certamente conhecia, e bem. A coisa parecia mais uma rodada de anedotas, pois o próprio Suassuna tomava parte da sinfonia de risadas vindas do público, que tanto o amava, no momento em que fechava um comentário sobre algum aspecto do inglês. Tudo não passava de delicada brincadeira de bom gosto.
Talvez alimentasse ele algum ranço à natural subserviência do povo brasileiro à cultura norte-americana. Sem contar o acendrado e ciumento amor, que não escondia, pela bela língua portuguesa quando lhe tecia loas e a ela fazia derramadas declarações.
Aí é outra história...
Do pouco que conheço da língua inglesa, tirei algumas conclusões, e uma delas, irrefutável, aponta para a beleza singela desse idioma falado em todos os quadrantes do mundo. O vocabulário parece ser pobre. Mera ilusão. O que, na realidade, ocorre é que uma só palavra da língua de Shakespeare, tal um diamante, irradia incontáveis nuanças semânticas, o que não significa um óbice à apreensão acertada do sentido da palavra. Ao contrário, constitui-se em fator simplificador da ideia que àquela subjaz.
Embora amante empedernido e apaixonado pelas línguas neolatinas e o próprio latim, seria eu injusto se rotulasse a língua inglesa de idioma pobre. Em primeiro lugar, porque tem ela longa tradição, urdida por sua paulatina evolução histórica, sedimentada em rica literatura em não importa o lugar em que esta se manifeste; em segunda lugar, o inglês parece ter sido eleita a língua universal para servir de elo entre os povos e a disseminação do conhecimento e da cultura; e, por fim, ressalto a simplicidade que lhe é inerente seja na sintaxe ou na morfologia. Para quem a utiliza como ferramenta para leituras, apenas, como é o caso deste escriba, a fonética, sobretudo no que diz respeito às variações de pronúncia, não me causa mossa. A pronúncia é, sem dúvidas, o que há de mais tormentoso no estudo do inglês, sobretudo quando se trata das nuanças inerentes às pronúncias inglesa e norte-americana. O resto, dentro das minhas limitações, é tudo muito simples. A conjugação de verbos é puro pão e mel, não há nada igual em nenhuma das língua novilatinas. Com uma base gramatical simples, um bom dicionário na mão e disposição intelectual para o enfrentamento de textos, nenhum leitor vai encontrar, senão, indescritível prazer.
Não se há de crer que um intelectual do porte de Ariano Suassuna, o escritor, o professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco, o leitor voraz e membro da Academia Brasileira de Letras, esteja sendo sincero quando ensaia críticas aparentemente ferinas contra um idioma que ele, certamente conhecia, e bem. A coisa parecia mais uma rodada de anedotas, pois o próprio Suassuna tomava parte da sinfonia de risadas vindas do público, que tanto o amava, no momento em que fechava um comentário sobre algum aspecto do inglês. Tudo não passava de delicada brincadeira de bom gosto.
Talvez alimentasse ele algum ranço à natural subserviência do povo brasileiro à cultura norte-americana. Sem contar o acendrado e ciumento amor, que não escondia, pela bela língua portuguesa quando lhe tecia loas e a ela fazia derramadas declarações.
Aí é outra história...
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