PERGUNTA SINGULAR
Hugo Martins
Hugo Martins
Que diabos vem a ser a tal felicidade? Faço a indagação porque acabo de ler duas frases: a primeira, do filósofo e economista inglês John Stuar Mill; e a segunda, do poeta português Fernando Antonio Nogueira Pessoa.
Não vou aqui repetir a questão, coisa em frequentes pautas na reflexão de filósofos, poetas, bêbados; bem como na fala melíflua de padres modernosos, pastores e psicólogos, gente de escol, conhecedora do que vai na alma dos outros com uma facilidade que assusta...
Não trago também à colação o que pensam sobre o assunto Sócrates e os pensadores cínicos Diógenes e Antístenes. Tampouco trago do texto de Vinícius a comparação em que felicidade é algo semelhante a uma gota de orvalho pousada numa pétala de flor, gota que, "brilha tranquila, depois, de leve, oscila e cai como uma lágrima de amor." Ou ainda, no poema de Vicente de Carvalho, em que homem algum alcança a felicidade, pois ela "está sempre onde nós a pomos e nunca a pomos onde nós estamos". Aí é freud. Seria inútil perguntar-se como alcançá-la... Não queríamos trazer à baila aquela "verdade" sábia que alguns apregoam e, por isso, se afogam num mar de tautologia ou obviedade tão gritante, que nos deu vontade de não transcrevê-la. Olha que pérola: "Não existe felicidade, o que existem são momentos felizes". Dá um time, meu. Gritemos: onde está a liberdade de expressão? Não é esse o problema. É outro. Vamos parar a discussão e transcrevamos as frases referidas na abertura do texto. Deixemos de lado o que aí está e pensemos nisso: Stuart Mill: "Pergunte-se a si próprio se você é feliz, e você deixa de sê-lo". Fernando Pessoa: "Por que é que, para ser feliz, é preciso não sabê-lo?"
Sei não. Voilà la question.
Não vou aqui repetir a questão, coisa em frequentes pautas na reflexão de filósofos, poetas, bêbados; bem como na fala melíflua de padres modernosos, pastores e psicólogos, gente de escol, conhecedora do que vai na alma dos outros com uma facilidade que assusta...
Não trago também à colação o que pensam sobre o assunto Sócrates e os pensadores cínicos Diógenes e Antístenes. Tampouco trago do texto de Vinícius a comparação em que felicidade é algo semelhante a uma gota de orvalho pousada numa pétala de flor, gota que, "brilha tranquila, depois, de leve, oscila e cai como uma lágrima de amor." Ou ainda, no poema de Vicente de Carvalho, em que homem algum alcança a felicidade, pois ela "está sempre onde nós a pomos e nunca a pomos onde nós estamos". Aí é freud. Seria inútil perguntar-se como alcançá-la... Não queríamos trazer à baila aquela "verdade" sábia que alguns apregoam e, por isso, se afogam num mar de tautologia ou obviedade tão gritante, que nos deu vontade de não transcrevê-la. Olha que pérola: "Não existe felicidade, o que existem são momentos felizes". Dá um time, meu. Gritemos: onde está a liberdade de expressão? Não é esse o problema. É outro. Vamos parar a discussão e transcrevamos as frases referidas na abertura do texto. Deixemos de lado o que aí está e pensemos nisso: Stuart Mill: "Pergunte-se a si próprio se você é feliz, e você deixa de sê-lo". Fernando Pessoa: "Por que é que, para ser feliz, é preciso não sabê-lo?"
Sei não. Voilà la question.
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