estilo de vida
por Francisco Hugo Barroso Martins Junior, terça, 10 de Janeiro de 2012 às 02:21
Poucas coisas preenchem nossa vida quanto a atividade intelectual. Ela nos afasta das mesmices, cura nossas dores e nos dá alento. Certa vez me perguntaram o que eu levaria para uma ilha. Respondi: meus livros. Por evidente nenhum homem é uma ilha mesmo numa ilha, pois a presença humana é indispensável,sob pena de ferirmos a verdade irretorquível de que o homem é um animal gregário. Claro que a referência aos livros como resposta é mera metaforização para se sobrelevar o que é essencial como forma de se dar sentido à existência. E a literatura e outras informações acerca da problemática humana são, sem dúvida, elementos indispensáveis para que nos distanciemos das mesmices e mentiras convencionais de nossa civilização. Quando Gide dizia que,se não escrevesse, se mataria, apenas colocava o escrever como forma de compreender e suportar as dores da existência: tempo, velhice e morte. Mutatis mutandis, isso serve também para quem é consumidor e não criador da obra artística.
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