quarta-feira, 22 de junho de 2016

DE OITIVA -
A história que passo a narrar chegou-me pela boca da estudantada do Liceu. Professor Muller, de ascendência alemã, amargava os efeitos neurotizantes decorrentes da Segunda Guerra Mundial. Dava aulas de latim e de língua francesa. Quando se irritava com os alunos por conta de gracinhas ou intervenções não respeitantes às aulas, abria a boca e descompunha o infeliz com os palavrões mais cabeludos que se possa imaginar. Tinha a fama de ser " imoral". Ora, um colégio dirigido por freiras, educadoras de menininhas burguesas e cheias de pudor, convidou o Muller para dar aulas por lá. O encontro foi precedido de uma entrevista. No decorrer desta, a irmã superiora teceu considerações elogiosas ao professor, reconhecendo a propalada competência do mestre, mas fez a seguinte observação: "professor, alguns colegas seus dizem que o senhor é homem de língua destemperada e gosta muito de dizer nome feio em sala de aula." "É verdade?" Dizem que Muller retrucou: "Não é verdade, ma soeur, o problema é que esses filhos-de puta, essa cambada de veados, essa chusma de cornos escrotos não me conhecem ficam a cagar essas putarias no ouvido dos outros" " Eles que se fodam." Algum desfecho?

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