QUESTÃO VERNÁCULA – SINTAXE
Hugo Martins
Hugo Martins
Lê-se na oração Pai Nosso: “... não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal...”. Tome muito cuidado o leitor para não escorregar na intelecção do texto, pois, entre o conectivo "mas” e o sintagma “livrai-nos”, há um vazio sintático que deve ser preenchido. Observe-se que, embora encabeçada pela conjunção “mas”, a oração “livrai-nos do mal” funciona como oração principal daquela que deve ser recuperada na leitura. Desse modo, tem-se: Não nos deixeis cair em tentação, MAS, (se eu cair), (caso eu caia), (na hipótese de que eu venha a cair), (se porventura eu cair), LIVRAI-NOS DO MAL As orações entre parênteses se encontram implícitas no pensamento e fazem as vezes de adjunto adverbial oracional, exprimindo circunstância condicional. Simples, não?
A correção de qualquer texto se reduz a desentortar pensamento. Revisar um texto não significa colocar vírgulas, acentos gráficos e consertar grafia, mas, sobretudo, emprestar direção lógica ao pensamento. A tarefa da sintaxe é levar o redator a “aprender a escrever, aprendendo a pensar”, subtítulo da obra Comunicação em Prosa Moderna, do professor Othon M. Garcia, obra indispensável a todo aquele que, redigindo, inicia, “toda manhã, a luta vã” com as palavras.
A correção de qualquer texto se reduz a desentortar pensamento. Revisar um texto não significa colocar vírgulas, acentos gráficos e consertar grafia, mas, sobretudo, emprestar direção lógica ao pensamento. A tarefa da sintaxe é levar o redator a “aprender a escrever, aprendendo a pensar”, subtítulo da obra Comunicação em Prosa Moderna, do professor Othon M. Garcia, obra indispensável a todo aquele que, redigindo, inicia, “toda manhã, a luta vã” com as palavras.
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