REFLEXÃO CRETINOIDE
Hugo Martins
Hugo Martins
Causa mossa o sujeito fazer um curso de redação para ingressar em cargos públicos ou nos vários cursos universitários oferecidos pelas nossas universidades. Desnecessário. O hábito de ler e escrever, desde a mais tenra idade, já é suficiente para se alcançar exercer um certo domínio na arte de escrever. Ali, o sujeito é amestrado a organizar o pensamento em fórmulas estereotipadas, mas eficazes. Nem sempre alguém que obtém conceito satisfatório nas provas redacionais é bom redator. Apenas observa as formulazinhas e alcança seu desiderato. Sentado nos bancos universitários, convidado a pensar e registrar suas ideias na folha de papel, de regra, vem a tragédia: frases entrecortadas, frases centopeicas, incompreensíveis, sem coesão e incoerentes. Enfim, não apoiado nas famigeradas formulazinhas, o pobre redator enxerga que foi ludibriado e, por isso, deverá gastar algum tempo para recuperar o tempo perdido. Quando o pobre candidato intenta alçar voos mais honestos, soltar sua imaginação e pôr às claras seu modo de pensar o mundo pelas possibilidades que o idioma lhe abre, vem a figura do avaliador, amarrado a critérios cretinoides, e corta as asas do pobre ícaro.
Quando me pedem orientações para o exercício da redação, não apresento mágicas e enumero o necessário para a feitura de bons textos: honestidade intelectual e não submissão a este ou aquele orientador e criador de fórmulas; doses diárias e viciantes de leitura; simultaneidade da atividade do ler e do escrever; escravidão aos dicionários e, por fim, pé na tábua.... Não há mágicas, mas amor aos livros, à leitura e à escritura.... Desse amor, dessa paixão, dessa entrega vem tudo de bom, sobretudo alegria intelectual, coisa, por si mesma indescritível.
Quando me pedem orientações para o exercício da redação, não apresento mágicas e enumero o necessário para a feitura de bons textos: honestidade intelectual e não submissão a este ou aquele orientador e criador de fórmulas; doses diárias e viciantes de leitura; simultaneidade da atividade do ler e do escrever; escravidão aos dicionários e, por fim, pé na tábua.... Não há mágicas, mas amor aos livros, à leitura e à escritura.... Desse amor, dessa paixão, dessa entrega vem tudo de bom, sobretudo alegria intelectual, coisa, por si mesma indescritível.
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