UMA PITADA DE ALIENAÇÃO - Dia desses, li por aqui um texto em que se enaltecia uma mulher que afrontava as convenções, ultrapassava os marcos delimitadores e identificadores do universo masculino. Por isso, era muito admirada pelas colegas.
Comentei o texto e trouxe à tona a história da escritora francesa Aurore Dupin, que assumiu o pseudônimo George Sand. Esta não tinha nada sobre si que lembrasse um homem. Era muito bonita, delicada, culta e sensível. Já no século XIX, tempo do Realismo/Naturalismo francês, frequentava o Quartier Latin, vestia terno e gravata, fumava charutos e sentava-se à mesa dos homens. Isso não serviu de empecilho a que o poeta Alfred du Musset e o músico polonês Fredéric Chopin por ela curtissem clamorosa e sofrida paixão.
É de se desconfiar que foi nessa a época que esses dois mais produziram artisticamente. A obra de um e de outro é marcada de laivos de imensa tristeza. Quem sabe advinda desse relacionamento em que George Sand a eles impôs grandes dores. Musset dizia: "Rien n'est plus grand qu'une grande douleur". (Nada é tão grande quanto uma grande dor). Algo comparável à música Tristesse, de Chopin...
Voilà...
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