quinta-feira, 16 de junho de 2016

UMA PITADA DE ALIENAÇÃO - Lê-se no vidro traseiro de um carro: "Deus não escolhe os capacitados; Deus capacita os escolhidos." Qualquer um tem o direito de escrever bobagens, do mesmo modo que assiste a qualquer outro proceder à interpretação do que consta de um texto. Desse modo, impõem-se algumas questões. O redator conhece Deus ou se trata de mais um pretensioso que se deixa levar por discursos vendidos no balcão de frases feitas? O que vem a ser "capacitados" e "escolhidos?" A quê? E por quem? Por quais critérios são eles assim eleitos?
O intérprete pode estar capacitado a desencavar um mundo de tolices na mensagem da frasezinha e, por isso, não ser escolhido? Há evidente contradição no raciocínio. Sim porque, mesmo sendo capacitado, como fica provado, a proceder à leitura vertical do texto, o intérprete tem que ficar à espera de uma capacidade de que ele já é senhor...
Ora, pensamento, linguagem e lógica devem andar irmanados, sob pena de o sujeito resvalar no mundo temerário da incoerência.

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