REFLEXÃOZINHA DESPRETENSIOSA
Sempre fui, sou e serei um amante da leitura. Do mesmo modo que vou do “brega” ao chique em termos de ouvir música; também, para questões de leitura, vou da revista em quadrinhos aos alentados tratados de filosofia... Esta para mim é fundamental para compreender, com tímida profundidade, o Ser do homem em toda sua dimensão. É uma tentativa, pois apreender o que vai no mundo do “caniço pensante” é tarefa árdua e desafiadora... Apenas uma pequena amostra de pensadores, contados a dedo, ousam se aproximar dos mistérios do que vai nos mais fundos escaninhos do Ser do homem.
Já freqüentei alguns deles. Saio insatisfeito da empreitada, sempre com a alma iludida de haver alcançado alguma reflexão que se aproxime daquilo que procuro embuçado nas diversas máscaras sociais que o ser humano porta. Até que um dia, todas as minhas dúvidas e apreensões se dispersaram, passei a chegar próximo daquilo que nem os mais sublimes filósofos ousaram se aproximar...
Sim, descobri o facebook. Aqui se encontra um celeiro de pensadores, todos, sem exceção, que, calcados no pensamento de outrem, ofertam toda sorte de soluções para os problemas dos outros. Entre as reflexões que me assaltam toda vez que tenho a felicidade de passar os olhos pelas frases alheias que eles transcrevem, uma me acorre ao espírito: por que razão esses senhores, que se banqueteiam com filosofices de botequim não encontram a solução para seus próprios problemas? Tal reflexão me chega à cachola porque aqueles senhores em muito se assemelham ao “acendedor de lampiões”, título de um soneto em que Jorge de Lima entretece uma metáfora em que o tal acendedor busca levar luz aos outros quando não tem esta em sua própria casa.
Já freqüentei alguns deles. Saio insatisfeito da empreitada, sempre com a alma iludida de haver alcançado alguma reflexão que se aproxime daquilo que procuro embuçado nas diversas máscaras sociais que o ser humano porta. Até que um dia, todas as minhas dúvidas e apreensões se dispersaram, passei a chegar próximo daquilo que nem os mais sublimes filósofos ousaram se aproximar...
Sim, descobri o facebook. Aqui se encontra um celeiro de pensadores, todos, sem exceção, que, calcados no pensamento de outrem, ofertam toda sorte de soluções para os problemas dos outros. Entre as reflexões que me assaltam toda vez que tenho a felicidade de passar os olhos pelas frases alheias que eles transcrevem, uma me acorre ao espírito: por que razão esses senhores, que se banqueteiam com filosofices de botequim não encontram a solução para seus próprios problemas? Tal reflexão me chega à cachola porque aqueles senhores em muito se assemelham ao “acendedor de lampiões”, título de um soneto em que Jorge de Lima entretece uma metáfora em que o tal acendedor busca levar luz aos outros quando não tem esta em sua própria casa.
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