quinta-feira, 16 de junho de 2016

olocar o trema). Desse modo, fui "curtindo" a voz quente de Maysa; embebi-me nas interpretações de Carlos Galhardo, "a voz que dispensa adjetivos" (assim diziam dele os locutores de rádio); quedei-me na voz grave de Orlando Silva, que em nosso complexo de monarquistas, era chamado de "rei das multidões" da mesma forma que Francisco Alves era chamado de "rei da voz". Depois encostei-me a Dolores Durand, sobretudo ouvindo-a cantar A Noite do meu Bem e Por Causa de Você, esta última em parceria com Tom Jobim. Também não deixei de ouvir Jamelão, interpretando Lupicínio Rodrigues, assim como Roberto Silva, interpretano Geraldo Pereira. Agora mesmo, sou levado pela voz sensual de Maysa, interpretando Piaff em Hino ao Amor.
É muita gente boa, que deixa de ser levada ao povo, a não ser quando se produzem minisséries ou o artista "parte desta para uma melhor", como ocorreu com o grande Cauby, a cujo passamento se deu muito pouca atenção. Aliás, a música Serenata, do compositor alemão Franz Schubert, na qual colocaram letra, foi interpretada em todo mundo por cantores de todo estilo, não com a maestria de Cauby, em nossa opinião. Agora mesmo, ouço Maysa Matarazzo interpretando Vinícius de Moraes, Eu Não Existo sem Você.
O assunto dá um ensaio.
Sinto-me recompensado e fecho este texto ouvindo Maysa interpretando A Felicidade, de Vinícius, canção linda como as vozes aqui referidas...
Que meus ouvidos fiquem resguardados de ximbinhas, safadões e outros felas da gaita do mesmo jaez...
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