quinta-feira, 16 de junho de 2016

UMA PITADA DE ALIENAÇÃO - Os homens de letras, poetas e prosadores, costumam homenagear, em suas criações , a mulher a quem dedicam devotado amor imensurável. Dante exalta Beatrice na Divina Comédia; Petrarca não se cansa de louvar sua Laura em muitos poemas transbordantes de carinho e afeto; Castro Alves, de alma ajoelhada, decanta Eugênia Câmara...
Machado de Assis declara seu amor por sua Carolina, em forma de oferenda, num soneto célebre em que desnuda a alma diante do túmulo da amada. O poema figura em toda e qualquer antologia literária de língua portuguesa. Não é difícil achar. Quem não tem afeição por livros, vai ao Google e escreve: A CAROLINA. Este A é, certamente, uma preposição e não artigo.
Agora digo, imitando os pregadores internéticos: após a leitura, transcreva o soneto para o Facebook, curta e deixe seu AMÉM...
O convívio com a obra literária é uma das mais sublimes formas de fazer uma prece... Nela está o mundo, está o homem em sua essência, estão os deuses de todas as facetas... Ler literatura é um modo de filosofar.

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